
Bom dia!
Las Vegas abriu as portas para os Enhanced Games, a competição que libera doping sob supervisão médica e está dividindo o mundo do esporte. A EMS largou na frente da corrida das canetas. E vazou o Oura Ring 5, 40% menor e mirando um ecossistema completo de saúde preditiva.
E tem um dado que incomoda: o brasileiro está trocando o cigarro pelo álcool e pelos ultraprocessados, e a conta vem aí até o fim da década.
51 edições com você. Se chegou até aqui, o sextou tá garantido. Marca a @ofitfeed que o estagi já tá de olho no fim de semana.
Vem com a gente.
Cada ano que você ganha a mais de saúde é um ano a mais com quem você ama
NO JORNAL DESSA SEMANA:
🧪 Começou em Las Vegas os Enhanced Games, competição onde atletas podem usar doping.
💉 A EMS lançou o Ozivy, primeira semaglutida brasileira aprovada pela Anvisa.
⚖️ A Justiça liberou a importação de canetas emagrecedoras vindas do Paraguai.
💍 Vazou o Oura Ring 5, 40% menor e com plataforma de saúde preditiva.
🐶 A adidas transformou os uniformes da Copa em uma coleção para pets.
🧢 Você quer ganhar um boné de graça?
🔍 O estagi está montando uma caixa secreta para entregar para vocês!
A gente nunca montou nada parecido com isso por aqui.

Eu passei a semana inteira garimpando, item por item, para lançar a primeira FitBox com o que tem de melhor no mercado wellness. A cada sexta até 03/07, um dos produtos da caixa é revelado aqui na news, até a box inteira aparecer.
O primeiro item já está confirmado: o boné da FitFeed, aquele mesmo do nosso programa de recomendação e que virou item de identidade da marca.
Três FitBoxes vão ser sorteadas. Pra concorrer, é só responder uma pesquisa de 8 perguntas de 3 minutos, que ajuda a gente a entender melhor quem está do outro lado da tela.
O link fica aberto até 03/07 e os vencedores a gente anuncia por aqui.
🧪 Aconteceu em Las Vegas uma competição onde os atletas podem usar doping
O esporte acabou de cruzar uma fronteira que parecia impensável.

Os Enhanced Games estrearam em Las Vegas com uma proposta radical: liberar substâncias proibidas em competições convencionais para estimular performance máxima. Antes da prova, os atletas passaram por um campo de treinamento em Abu Dhabi com todas as despesas pagas, cachês altos e prêmio de US$ 1 milhão para quem superasse recordes mundiais.
Sob supervisão médica e simulando um ensaio clínico controlado, os participantes puderam usar testosterona, esteroides anabolizantes, HGH, EPO e moduladores metabólicos. O Comitê Olímpico Internacional e a WADA já classificaram o evento como imoral e perigoso, enquanto especialistas alertam para os riscos à saúde. Os organizadores, por outro lado, defendem que a iniciativa explora o potencial humano e dá liberdade aos atletas para testar limites fisiológicos.
E tem dinheiro grande por trás. Investidores como Christian Angermayer e Peter Thiel apoiam o evento com a expectativa de criar uma megatendência global em biotecnologia de consumo e aprimoramento humano, posicionando a competição também como plataforma de mídia social.
Zoom out: a busca por performance máxima está abrindo territórios antes considerados intocáveis. O evento mostra que o mercado de esportes e wellness pode se expandir para muito além do que conhecemos, mas levanta a pergunta que ninguém quer responder: até onde a sociedade está disposta a ir em nome do entretenimento e da ciência? No fim, a discussão mistura saúde, ética e mercado em doses iguais.
💉 EMS lidera na corrida das canetas após Anvisa aprovar a primeira semaglutida brasileira

O monopólio das canetas emagrecedoras acabou de rachar no Brasil.
A Anvisa deu sinal verde ao Ozivy, da farmacêutica brasileira EMS, o primeiro concorrente nacional à base de semaglutida a chegar ao mercado. O movimento ocorre após a expiração da patente da Novo Nordisk e promete redefinir o acesso a tratamentos para diabetes tipo 2 e obesidade.
A EMS não entrou no jogo para brincar. Com mais de R$ 1 bilhão investidos em uma nova fábrica de peptídeos em Hortolândia (SP), a empresa garantiu a estrutura para produzir seu próprio análogo sintético e cruzar a linha de chegada antes dos concorrentes. A meta é clara: preço mais acessível para democratizar um tratamento que hoje pesa no bolso.
E a fila anda. Outras gigantes nacionais como Hypera, Biomm e Cimed já desenvolvem suas versões e aguardam aprovação, o que deve gerar pressão para baixo nos preços. A EMS, líder do mercado farmacêutico nacional há 18 anos, já planeja internacionalizar o Ozivy, mirando mercados de alto valor como os Estados Unidos.
Zoom out: o caso é uma aula de estratégia: antecipação, investimento pesado em infraestrutura e foco em regulação para acelerar a entrada no mercado. Para o setor de wellness, a mensagem é poderosa: oferecer terapia premium a preço competitivo amplia o mercado e cria vantagem sustentável. Para o consumidor, a tradução é uma só: mais opções e a chance real de um tratamento acessível no horizonte.
💍 Vazou o lançamento do Oura Ring 5 com várias melhorias
A Oura acaba de mexer no tabuleiro dos wearables.

O Oura Ring 5 chega 40% menor, mas com ambição gigante: deixar de ser um simples monitor para virar um ecossistema completo de saúde preditiva, conectando dados biométricos a suporte médico real. O anel vem com sensores redesenhados e a plataforma Health Radar, que monitora de forma contínua pressão arterial, padrões de proteção noturna e sinais de fadiga cardiovascular.
O app também foi turbinado, com rastreamento de atividades em tempo real e uma função para gerenciar o uso de medicamentos GLP-1, deixando claro que o foco é gestão proativa da saúde. A precisão, validada por múltiplos estudos, segue como carro-chefe, especialmente no sono e na frequência cardíaca.
A grande virada é a integração com a telemedicina. Por meio de uma parceria com a AI Counsel Health, o usuário passa a ter acesso a conselhos médicos contextualizados e profissionais licenciados direto pelo app. Essa combinação de hardware, IA e suporte médico cria uma barreira competitiva difícil de copiar para quem só oferece rastreamento passivo.
🐶 A adidas transformou os uniformes da Copa em uma coleção focada nos pets

A adidas lançou uma coleção de camisas de seleções para cachorros durante a Copa do Mundo 2026. As peças seguem o mesmo modelo das versões humanas e contemplam seleções como Argentina, México, Colômbia e Japão, com venda a partir de 1º de maio em lojas parceiras e no site oficial. A distribuição está voltada para América do Norte, América Latina e mercados selecionados na Ásia.
Além das quatro seleções iniciais, a marca fornece uniformes de mais dez equipes na Copa, incluindo África do Sul, Alemanha e Espanha, mostrando como integra produtos para fãs e pets para fortalecer o engajamento e a experiência de torcida em família.
No fim, torcer virou um programa de família, e quem entende isso primeiro sai na frente.
⚖️ A Justiça quer permitir a importação de canetas emagrecedoras do Paraguai

De um lado, a Anvisa proíbe a importação das versões fabricadas no Paraguai por falta de registro e garantias de segurança. Do outro, a Justiça Federal vem concedendo liminares que liberam a compra para uso pessoal, defendendo o direito do paciente. E o nó da questão é o preço: enquanto o tratamento registrado no Brasil pode passar de R$ 3.000 por mês, as alternativas paraguaias são significativamente mais baratas.
A Anvisa alega que as sete versões proibidas não têm garantia de qualidade, eficácia ou segurança, risco reforçado pela própria Eli Lilly, fabricante do Mounjaro. Já os juízes interpretam que o uso pessoal, com prescrição médica e sem fins comerciais, está protegido pelo direito fundamental à saúde. Essa divergência alimenta uma arbitragem de mercado, onde as brechas regulatórias entre países impulsionam um comércio transnacional.
Zoom out: o movimento vai além da briga judicial. Ele revela um consumidor de wellness mais informado e ativo, que não hesita em litigar para garantir acesso a tratamentos inovadores. A alta demanda somada à necessidade de acessibilidade força o setor a equilibrar regulação, segurança e custo.
Notícias do feed da semana que merecem sua atenção:
🍿 Marca de snacks proteicos da Khloé Kardashian recebe US$ 15 milhões para expandir
🍎 YoPRO anuncia seu mais novo sabor de Cheesecake com frutas vermelhas
⚽ Kim Kardashian e Lisa se juntam com a Nike em nova campanha para a copa
Como um restaurante carioca transformou cliente fiel em colecionador?

Tem uma cena que qualquer brasileiro conhece. Você termina de almoçar, paga a conta, e a atendente entrega um cartãozinho de papel com 10 quadradinhos. "Junte 10 e ganhe um prato." Você guarda na carteira, perde no segundo dia, e nunca mais lembra.
Só que ninguém te conta que o problema não está em você esquecer. Está num modelo que parou no tempo.
O Brasil tem mais de 1,3 milhão de bares e restaurantes ativos. E a esmagadora maioria ainda recompensa fidelidade com desconto ou refeição gratuita, não porque não querem inovar, mas porque o setor nunca repensou o que fidelidade realmente significa hoje.
Cartão carimbado vira lixo na carteira. Cupom de desconto entrega economia, mas não entrega pertencimento. App de pontos some no meio de outros 40 apps no celular. O cliente continua voltando, mas a marca não constrói nada em cima disso. Fica tudo no recibo.
Todo segmento entendeu que fidelidade virou identidade nos últimos anos, mas o food service ficou de fora.
O Bibi Sucos enxergou esse gap e transformou seu programa de fidelidade em coleção: canecas com edições por unidade, garrafas que mudam de cor a cada lançamento, cangas feitas com a Blueman, ecobags, produtos com a Tuyo e a Balance. O cliente troca pontos por peças que viram parte do dia. Vai pra praia, pro escritório, pro feed.
Fidelidade no food service sempre exigiu mais do que recibo. O Bibi só construiu o programa que deveria ter existido desde o começo.
🚬 O brasileiro está trocando o cigarro pelo álcool e pelos ultraprocessados
Uma boa notícia e uma má notícia chegaram no mesmo estudo.

Um levantamento da Unifesp indica que, apesar da queda no tabagismo e no consumo de bebidas açucaradas, as doenças crônicas não transmissíveis e o consumo de álcool e ultraprocessados devem subir até o fim da década. As projeções são duras: quase um terço da população das capitais estará obesa, mais de 1 em cada 10 adultos conviverá com diabetes e mais de 1 em cada 4 terá hipertensão.
E o número pesa por trás do dado.
O consumo abusivo de álcool deve passar de 18,8% para 21,3% até 2030, com o maior aumento entre as mulheres. Desde 2009 a indústria alimentícia vem explorando segmentos ainda pouco atingidos, e os ultraprocessados seguem como um dos principais fatores por trás da obesidade. Na contramão, o tabagismo recuou de 9,8% para 4,7% graças a políticas consistentes, como a proibição de propaganda e os ambientes livres de fumaça.
Outro ponto chamou atenção. Doenças como diabetes, cardiovasculares, câncer e respiratórias respondem por mais de 54% dos óbitos anuais no Brasil, e quase 40% dessas mortes ocorrem entre 30 e 69 anos, consideradas prematuras. O estudo reforça que o problema não é só individual, mas estrutural, envolvendo políticas públicas, tributação, rotulagem e acesso a alimentos saudáveis.
E tem ainda uma virada importante. Apesar do aumento da prática de exercícios, apenas metade da meta prevista para 2030 deve ser atingida. O consumo de frutas e hortaliças segue abaixo do recomendado em 75,5% dos adultos nas capitais, e a baixa adesão masculina puxa esse índice ainda mais para baixo.
A leitura é direta. Controlar o tabagismo foi possível com política consistente, enquanto álcool, ultraprocessados, obesidade e dieta ainda dependem de ações coordenadas e robustas. Tributação adequada, rotulagem informativa e programas de promoção de saúde permanecem essenciais.
Zoom out: Não é pra culpar só o indivíduo nem terceirizar tudo para o Estado. Mas vale lembrar que mudança de comportamento depende de estrutura, e o que se oferece no ambiente molda muito mais escolha do que parece.
🚌 Na Romênia, fazer 20 agachamentos te dá uma passagem de ônibus de graça
Esqueça a ideia de que incentivo à saúde precisa ser caro e complicado.

Em Cluj-Napoca, uma iniciativa simples virou tradição: fazer 20 agachamentos em até dois minutos e ganhar uma passagem de ônibus grátis. Quiosques com câmeras inteligentes foram instalados em pontos estratégicos da cidade. A pessoa chega, agacha 20 vezes e recebe o bilhete na hora.
E o detalhe importa.
A ação acontece durante a Semana Europeia do Esporte e existe na cidade desde 2020, virando um evento anual. O objetivo é duplo: combater o sedentarismo e incentivar o uso do transporte público ao mesmo tempo. Em vez de fazer a pessoa escolher entre saúde e mobilidade, a cidade conectou os dois.
Outro ponto chamou atenção. A lógica não força ninguém a mudar de hábito, ela cria um incentivo concreto e imediato para que a mudança faça sentido no dia a dia. Não precisa ir à academia, pagar mensalidade nem ter equipamento. É só agachar.
E tem ainda uma leitura maior. Para o urbanismo moderno, esse tipo de iniciativa mostra como a política pública pode usar gamificação e recompensa para promover saúde e sustentabilidade ao mesmo tempo, sem grandes investimentos.
Não é pra esperar que um agachamento resolva o sedentarismo de uma cidade. Mas pra quem nunca encontrou motivo pra se mexer, vale lembrar que às vezes o empurrão certo cabe numa passagem de ônibus.
LINKS RÁPIDOS
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👀 E aí, o que achou da edição de hoje?
- Muito Boa! |
- Boa! |
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obs: No final, você tem a opção de deixar um comentário pra gente. Ajuda muito!
Fim da dose semanal.
Mesmo lugar, mesmo horário: sexta, 6:18 em ponto.
Efeitos: uma semana mais inteligente. Zero açúcar, sempre.

Você nasceu pra vencer! 🚀🔥


