
Bom dia!
A Nike entrou de vez no HYROX, a Procter & Gamble comprou uma marca de suplemento por US$ 3,8 bilhões e o UFC abriu academia de jiu-jitsu em Manhattan. Quando as gigantes se mexem todas na mesma semana, é porque tem coisa acontecendo embaixo.
E o estagi descobriu que você provavelmente está perseguindo o número errado de passos há uns dez anos.
Sexta é dia de FitFeed, e a edição 65 chegou. Se gostar, joga no story e marca a @ofitfeed que é a única coisa que faz o estagi levantar antes das 6h18.
Vem comigo!
Cuide muito bem desse lugar chamado você
NO JORNAL DESSA SEMANA:
👟 A Nike lançou a linha Hybrid, dois tênis feitos pra correr e levantar peso no mesmo treino.
💉 A Anvisa deve liberar mais oito canetas GLP-1 genéricas no Brasil até dezembro.
🥋 O UFC abriu sua primeira academia de jiu-jitsu, em Manhattan, via parceria com uma marca local.
🏃 A HYROX projeta 2 milhões de atletas na temporada 2026/27, com 107 fins de semana de prova.
🧴 A P&G comprou a Thorne, marca de suplementos, por US$ 3,8 bilhões em dinheiro.
🚶 Sete mil passos por dia, e não dez mil, é onde os benefícios se concentram.
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👟 A Nike fez um tênis pra quem corre e levanta peso no mesmo treino

A Nike lançou a linha Hybrid, dois tênis desenhados pra quem alterna corrida, carga e movimento funcional dentro da mesma sessão.
São dois modelos com funções separadas. O Hybrid RN é o do dia a dia, chega globalmente em 8 de outubro por US$ 150. O Hybrid Fly é o de competição, com espuma ZoomX, placa de carbono e duas unidades Air Zoom no antepé, e só sai em abril de 2027.
O problema que a linha resolve é velho e chato. Tênis de corrida escorrega debaixo da barra, tênis de treino trava na parte de correr, e o atleta terminava carregando dois pares na mochila.
Mas a notícia de verdade não é o tênis, é o atraso. A Puma lançou o modelo dela pro HYROX em fevereiro, a Adidas veio em março, e a Puma ainda é a parceira oficial da competição. A Nike chegou por último num mercado que ela costuma inaugurar.
Quando a maior marca de performance do mundo corre atrás, o nicho já virou categoria.
💉 A Anvisa deve liberar mais oito canetas emagrecedoras até dezembro

A Anvisa deve analisar até dezembro mais oito canetas de GLP-1 genéricas, os análogos de Ozempic e Wegovy. Uma aprovação sai ainda em agosto e o resto entra na fila até o fim do ano, se as fabricantes não precisarem responder a novas exigências.
A conta desde o edital de agosto de 2025: 24 canetas apresentadas, seis já aprovadas, cinco rejeitadas, uma saindo em agosto, sete em análise agora e cinco na fila até dezembro.
O efeito prático é o preço. O Brasil está a caminho de virar o país com mais opções de GLP-1 no mercado, e mercado cheio empurra valor pra baixo.
Apesar do apelido de caneta emagrecedora, a maioria das aprovações é pra tratamento de diabetes, não obesidade. Os princípios ativos são semaglutida e liraglutida, os mesmos das marcas conhecidas, mas a indicação registrada não é a mesma coisa que a indicação que viralizou.
Remédio ficando mais barato é boa notícia. Remédio ficando mais fácil de conseguir sem indicação, não.
🥋 O UFC abriu sua primeira academia só de jiu-jitsu, em Manhattan

O UFC inaugurou em agosto sua primeira academia dedicada exclusivamente ao jiu-jitsu, em Manhattan. Não é ginásio multimodal com musculação e outras lutas: é estúdio de uma coisa só.
E a marca não construiu do zero. Fechou parceria com a Jiu Livre, academia já consolidada na região, e entrou por cima de uma base de alunos que já existia.
O jiu-jitsu é uma das modalidades que mais cresce dentro dos esportes de combate, e o movimento das grandes marcas tem sido esse: em vez de academia genérica, estúdio especializado com identidade própria.
A parte interessante é o método. Nova York é um dos mercados de fitness mais caros e disputados do planeta, e comprar velocidade saiu mais barato que comprar ponto.
🏃 A HYROX projeta 2 milhões de atletas e 107 fins de semana de prova

A HYROX espera chegar a 2 milhões de atletas na temporada 2026/27, contra 1,5 milhão na anterior. O calendário divulgado tem 107 fins de semana de prova espalhados por seis continentes.
Pra quem não conhece o formato: é uma meia maratona picotada. O atleta corre um quilômetro, faz uma estação de treino funcional, volta a correr, e repete oito vezes.
A demanda cresceu tanto que alguns eventos vão se estender por até dez dias. Entram no mapa San Diego, Portland, Bari e Nagoya, além das sedes já consolidadas.
Vale olhar essa notícia junto com a da Nike lá em cima. Não é coincidência as duas caírem na mesma semana: a corrida de fitness saiu do nicho e virou um esporte de massa com público, calendário e agora indústria de material própria.
🧴 A P&G comprou uma marca de suplementos por US$ 3,8 bilhões
A empresa que vendia limpeza pra sua casa agora quer vender manutenção pro seu corpo.

A Procter & Gamble anunciou na terça a compra da Thorne, fabricante americana de suplementos, por US$ 3,8 bilhões em dinheiro. A vendedora é a L Catterton, gestora de private equity bancada pela LVMH.
A Thorne trabalha na faixa premium do setor, com produtos vendidos por recomendação de profissional de saúde. A P&G já tinha Vicks, Metamucil e Pepto-Bismol na prateleira de saúde, mas nada nesse recorte.
O movimento não é isolado. As gigantes de bens de consumo estão todas disputando espaço no setor de vitaminas e suplementos, empurradas por duas ondas ao mesmo tempo: o interesse em cuidado preventivo e o efeito colateral comercial das canetas de GLP-1, que criaram uma legião de gente precisando de proteína e micronutriente.
E tem a leitura mais fria. Detergente e sabonete crescem pouco, disputam centavo e não têm história pra contar. Suplemento cresce, tem margem e ainda entra na conversa de longevidade.
Notícias do feed da semana que merecem sua atenção:
🥾 Nike ACG lança tênis para trilha com tecnologia que absorve impacto em terreno irregular
🍽 São Paulo abre a maior operação de segurança alimentar do mundo para futuros nutricionistas
😊 O hormônio da felicidade não nasce onde você pensa
🚶 7 mil passos por dia reduzem em 47% o risco de morte precoce

Sete mil é o número que importa. Os dez mil que você ouve desde sempre nunca foram ciência.
Uma revisão sistemática publicada na Lancet Public Health juntou 57 estudos e mais de 160 mil pessoas pra achar onde a curva do benefício se dobra. Ela se dobra ali, entre cinco e sete mil passos. Depois disso, cada passo a mais continua ajudando, só que muito pouco.
O que sete mil passos diários entregam, comparado a quem quase não anda:
47% menos risco de morte precoce
38% menos risco de demência
28% menos risco de quedas
25% menos risco de doença cardiovascular
E o ganho começa bem antes da meta. Sair de dois mil para quatro mil passos já muda o resultado, o que é uma notícia melhor do que parece pra quem hoje não anda quase nada.
Tem um detalhe que a meta esconde: ritmo conta. Sete mil passos arrastados não valem o mesmo que sete mil passos rápidos. Quem acelera concentra em menos tempo o que os outros levam mais passos pra conseguir.
Sobre os dez mil, a origem é constrangedora. O número veio do nome comercial de um pedômetro japonês lançado em 1964, na época das Olimpíadas de Tóquio. Era marketing.
A meta que te fez desistir tantas vezes nunca foi um alvo clínico. Era um nome de produto.
🧬 O brasileiro perde autonomia dez anos antes do europeu

Um estudo publicado ontem na PLOS One comparou o envelhecimento funcional de idosos no Brasil e na Europa e achou uma diferença de uma década. Aqui, a perda de autonomia para tarefas do dia a dia começa em média por volta dos 70 anos. Na Europa, por volta dos 80.
Envelhecimento funcional não é sobre idade no documento. É sobre conseguir tomar banho, se vestir, cozinhar, administrar o próprio dinheiro e pegar um transporte sem depender de ninguém.
A pesquisa foi conduzida pela Universidade Central da Catalunha, na Espanha, em parceria com a Universidade Nove de Julho, e usou o ICOPE, ferramenta da OMS que mede capacidade intrínseca: mobilidade, cognição, vitalidade, saúde mental e funções sensoriais.
As trajetórias são diferentes em formato, não só em data. O europeu perde função de forma gradual. O brasileiro perde mais cedo e mais rápido.
E os fatores que explicam isso não são biológicos. Escolaridade apareceu como proteção. Doença crônica e autoavaliação negativa da própria saúde pioraram o declínio mais entre brasileiros. Enquanto a Europa envelhece com sistema de proteção social e cuidado de longa duração consolidados, o Brasil envelhece dentro da desigualdade.
O que fazer com isso, na prática:
Força é prioridade, não estética. Massa e força muscular são o que sustentam levantar da cadeira, subir escada e não cair aos 75.
Equilíbrio entra no treino. Queda é uma das portas de entrada mais comuns pra dependência.
Doença crônica controlada é ganho funcional. Pressão, diabetes e colesterol tratados adiam o declínio, não só o infarto.
Rastreamento precoce. Os 50 anos são o momento de medir, não os 70.
Cognição e vínculo social contam. O ICOPE mede os dois, e os dois respondem a uso.
Um alerta honesto sobre o estudo: ele é transversal, ou seja, identifica associações e não relação de causa e efeito. Boa parte dos dados vem de autorrelato, o que traz viés.
A gente aprendeu a pensar em longevidade como quantos anos vive. O número que decide sua vida é outro: quantos desses anos você vive sem precisar de ajuda pra tomar banho.
Fontes: PLOS One (estudo original) · Correio Braziliense · The Lancet Public Health · Nike Newsroom · Reuters · Terra
Editoria nova por aqui: uma vez por edição, a gente leva você pra conhecer um lugar de wellness que vale a viagem.
🧖 O spa eleito o melhor do mundo fica na Hungria e usa água de 200 anos atrás

O Spa Termal do Spirit Hotel, em Sárvár, na Hungria, levou o título principal do World Luxury Spa Awards. São 10 mil metros quadrados, mais de 20 piscinas entre internas e externas, nove saunas, uma piscina de 25 metros e um hamam.
Tem também mais de 100 tratamentos personalizados, com centro de beleza e área de especializações médicas no mesmo endereço.
Mas o diferencial não é nada disso. É a água.
Ela é captada a 1.054 metros de profundidade, chega à superfície a 46°C e leva cerca de 200 anos se purificando no caminho até ali. É água termal medicinal certificada, sem tratamento químico, e é ela que sustenta a fama do lugar.

A estadia mínima é de duas diárias, e o pacote mais caro fica em torno de 680 euros por noite com taxas, algo perto de R$ 3,7 mil na simulação. Inclui jantar à luz de velas, uso ilimitado do spa e da ilha de saunas, diagnóstico de pele, massagem e as atividades do dia.
O prêmio existe desde 2010 e é votado por mais de 250 mil viajantes internacionais durante três semanas por ano.
Chama-se spa de luxo, mas o ativo principal do lugar estava embaixo do chão antes de qualquer arquiteto aparecer.
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Fim da dose semanal.
Mesmo lugar, mesmo horário: terça e sexta, 6:18 em ponto.
Efeitos: uma semana mais inteligente. Zero açúcar, sempre.

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