Bom dia!

Um laboratório brasileiro está desenvolvendo uma vacina contra o vício em nicotina, o El Niño já começou a encarecer o café antes mesmo de chegar e a Garmin lançou uma pulseira de braço que mede batimento com 98% de precisão.

E o estagi já está estocando café antes da alta. Disse que sem cafeína a newsletter das 06:18 vira newsletter das 09:40.

Terça é dia de FitFeed, e a edição 72 chegou. Se gostar, posta no story e marca a @ofitfeed. O estagi confere as marcações com os mesmos 98% de precisão da pulseira da Garmin. Os outros 2% ele culpa o Wi-Fi.

Vem com a gente!

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Músculo é a única poupança que o corpo aceita sacar na emergência

NO JORNAL DESSA SEXTA:

💉 Um laboratório brasileiro está desenvolvendo uma vacina contra o vício em nicotina.

📦 A Experimentaí quer ser a box de quem gosta de testar novidade wellness sem comprar no escuro.

☕ O El Niño já começou a subir o preço do café, do cacau e do açúcar.

💓 A Garmin lançou uma pulseira de braço que mede frequência cardíaca com 98% de precisão.

⌚ O relógio que aguentou um caminhão de 24 toneladas virou relógio de corrida.

🏥 Até 6 em cada 10 pacientes de UTI perdem massa muscular durante a internação.

🍺 A indústria do álcool perdeu US$ 830 bilhões em 4 anos porque a Gen Z quer ser mais saudável.

POR DENTRO DA SEMANA

💉 Um laboratório brasileiro está desenvolvendo uma vacina contra o vício em nicotina

Pesquisadores do Laboratório Cristália, no Brasil, estão desenvolvendo uma candidata a vacina contra a dependência de nicotina.

A vacina treina o sistema de defesa do corpo a produzir anticorpos que grudam na nicotina ainda no sangue. Presa a eles, a substância tem dificuldade para chegar ao cérebro.

E é no cérebro que o vício acontece. Depois de inalada, a nicotina chega rápido e libera dopamina, o neurotransmissor ligado à sensação de prazer. É esse pico que faz a pessoa querer o próximo cigarro e que puxa a recaída.

Os tratamentos disponíveis agem sobre a abstinência e a vontade de fumar. Essa tecnologia tenta cortar o efeito da nicotina antes que ele aconteça.

O projeto está em Early Discovery, a fase mais inicial do desenvolvimento de remédios. Até agora foi testado só em animais, e a maioria dos candidatos nessa etapa nunca chega ao mercado.

Se der certo, muda a lógica do tratamento. Em vez de segurar a vontade, tira o prêmio da equação.

📦 Conheça a Experimentaí: uma box para quem quer experimentar as novidades do mundo wellness

Tem novidade demais no wellness para você descobrir tudo sozinho.

São marcas, produtos e categorias novas aparecendo o tempo todo. E conhecer algo novo quase sempre significa comprar no escuro, sem saber se aquilo vai realmente entrar na sua rotina.

Foi dessa dor que nasceu a Experimentaí, do Grupo UAU, o mesmo por trás da UAUbox e da Box Scarlet, clubes de assinatura que já conectam beleza e bem-estar para milhares de assinantes.

A ideia veio de uma dificuldade real do fundador: encontrar produtos de saúde e bem-estar nos mercados tradicionais é difícil. E quando aparecem, o preço vira barreira para experimentar.

A solução é simples. Uma box de assinatura com curadoria de produtos wellness selecionados, que chega todo mês na sua casa por um preço mais acessível do que comprar cada item separado.

Em vez de apostar tudo em um produto que você não conhece, você testa vários, descobre o que funciona e encontra novos favoritos. A experimentação deixa de ser risco e vira rotina.

Porque autocuidado também é isso, descobrir o que combina com você.

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☕ O El Niño deve aumentar o preço do café, do cacau e do açúcar

O El Niño já começou a pressionar o preço de café, açúcar e cacau antes mesmo de atingir o auge.

O fenômeno é um aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico que bagunça o clima no mundo inteiro. No Brasil, costuma trazer seca em algumas regiões e chuva demais em outras. As duas coisas atrapalham a lavoura.

O mercado se antecipa a esse risco. Compradores pagam mais caro hoje com medo de faltar produto amanhã, um movimento conhecido como prêmio de risco climático.

A expectativa é que os alimentos subam até 9,5% no ano que vem. E o efeito não fica só nas commodities de exportação: deve chegar a feijão, arroz e produtos frescos.

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Evento climático extremo deixou de ser assunto de agricultor e virou item da conta do supermercado.

💓 A Garmin lançou uma pulseira de braço que mede frequência cardíaca com 98% de precisão

A Garmin lançou uma pulseira de braço chamada CIRQA que mede frequência cardíaca com 98% de precisão. Diferente dos relógios de pulso, o dispositivo fica no bíceps e capta o ritmo cardíaco direto da artéria braquial, que é mais grossa e oferece sinal mais forte.

A lógica é simples: quanto mais perto do coração e mais grosso o vaso, melhor a leitura. No pulso fino, o sinal sofre interferência do movimento e da pressão do braço. No bíceps, a leitura sai sem ruído.

Nos testes, a pulseira chegou a 98% de precisão. Relógios de pulso oscilam entre 85% e 92%, dependendo do movimento e da anatomia de cada pessoa.

Wearable deixou de competir só por design e passou a brigar por dado confiável. E quem treina por zona de frequência cardíaca sabe: uma leitura errada muda o treino inteiro.

⌚ O relógio que aguentou um caminhão de 24 toneladas virou relógio de corrida

A história começa com um acidente. Em 1983, Kikuo Ibe, engenheiro da Casio, derrubou no chão o relógio que tinha ganhado do pai. Olhando as peças quebradas, ele decidiu que ia construir um relógio impossível de quebrar.

Passou dois anos tentando, sem chegar perto do resultado. A solução veio de onde ninguém esperava: o mesmo princípio de uma bola de futebol. Ibe deixou o mecanismo "flutuando" dentro da caixa, sem nada encostar nele. Nasceu o G-SHOCK, que anos depois entrou para o Guinness aguentando um caminhão de 24 toneladas passar por cima. Sem quebrar.

Quatro décadas depois, o indestrutível virou relógio de corrida.

A FitFeed esteve no Ibirapuera cobrindo o Share the Move, evento da G-SHOCK com o Strava que reuniu mais de 100 convidados. Foi lá que a marca anunciou Léo Dokick, maratonista e DJ do rapper L7NNON, como novo embaixador da G-SHOCK no Brasil.

Antes do evento, de 17 a 23 de agosto, rolou um desafio dentro da comunidade da G-SHOCK no Strava, que já reúne 6 mil pessoas: completar 10 km, correndo ou caminhando, no seu ritmo. Os dez que fecharam no menor tempo levaram um GBD-200 para casa, o modelo da linha G-SQUAD que registra distância, ritmo, velocidade, calorias e passos, e manda tudo direto para o Strava.

E a G-SHOCK está patrocinando um segmento dentro do Ibirapuera até 20 de setembro. É só entrar na comunidade da marca no Strava e correr o trecho do parque. 

Quem completa recebe uma medalha digital e um cupom de 15% no site oficial.

VOCÊ SABIA

🏥Até 6 em cada 10 pacientes de UTI perdem massa muscular durante a internação

Até 6 em cada 10 pacientes internados em UTI desenvolvem baixa massa muscular durante a internação, mesmo os que chegaram ao hospital com o corpo forte.

Quando o corpo enfrenta o estresse extremo de uma doença grave, ele começa a quebrar proteína do músculo como fonte rápida de energia para lutar pela sobrevivência.

E essa perda não é lenta nem gradual. A partir de 72 horas de internação já dá para observar disfunção muscular, e estudos com pacientes críticos registram perda de até 2% da massa muscular por dia. Em uma semana de imobilidade no leito, a força cai de 4% a 5%.

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A fraqueza adquirida na UTI pode durar até cinco anos depois que a pessoa volta para casa.

Quem tem reserva muscular maior tolera melhor o tratamento, se recupera mais rápido e tem menos complicações depois da internação.

PROTOCOLO DA SEMANA

🍺 A indústria do álcool perdeu mais de US$ 830 bilhões em 4 anos porque a Gen Z quer ser mais saudável

As maiores empresas de bebida alcoólica do mundo perderam 830 bilhões de dólares em valor de mercado em pouco mais de quatro anos, segundo levantamento da Bloomberg.

Um índice que acompanha cerca de 50 companhias listadas de cerveja, vinho e destilados está 46% abaixo do pico de junho de 2021. Nos Estados Unidos, o consumo de álcool caiu para o menor patamar desde 1939, quando o instituto Gallup começou a medir.

A geração mais nova está puxando a queda. Gente jovem está bebendo menos, escolhendo com mais frequência a versão sem álcool ou simplesmente pulando a bebida.

Segundo Sarah Simon, analista do Morgan Stanley, existe uma mudança estrutural em curso: as pessoas estão bebendo menos. Laurence Whyatt, analista do Barclays, diz que o impacto no consumo é quatro vezes maior que o da crise financeira.

Porque várias forças empurram na mesma direção. Preocupação com saúde física e mental, alertas da Organização Mundial da Saúde, o uso de remédios como o Ozempic, que reduz a vontade de beber, e a oferta cada vez maior de bebidas sem álcool.

Quando um setor perde 830 bilhões e a resposta é lançar produto sem o ingrediente principal, não é ciclo de mercado. É mudança de comportamento.

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